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Como a Black Friday 2026 muda a disputa por atenção entre marcas e creators

Black Friday 2026: em 2025, marcas ficaram com 18,6% das interações e creators com 74,8%. Veja o que a pesquisa da BR Media muda no planejamento da data.

Consumidora compara ofertas da Black Friday 2026 no celular enquanto vê vídeo de um creator testando um produto

Na Black Friday de 2025, as marcas responderam por 65% das publicações sobre a data no Instagram e no TikTok e ficaram com 18,6% das interações. Os creators assinaram 25,4% dos posts e levaram 74,8% do engajamento. Os números vêm da pesquisa “Black Friday 2026: um retrato da influência na maior temporada do varejo”, da BR Media, divulgada pelo Meio & Mensagem em 15 de outubro. Eles descrevem o ponto de partida das marcas para a Black Friday 2026, marcada para 27 de novembro: muita presença e pouca conversa com o consumidor.

O que a Black Friday 2026 herda da edição anterior

A edição de 2025 faturou mais de R$ 10,19 bilhões entre quinta e domingo, segundo dados da Confi Neotrust citados pelo Meio & Mensagem. Com esse volume, praticamente todo varejista e anunciante entra na disputa, e o consumidor sente. No levantamento YouGov Profiles+ Brazil, 58,4% dos entrevistados disseram se sentir bombardeados por anúncios e 53,3% classificaram a publicidade como irritante. A base reúne cerca de 12 mil respondentes, com dados das últimas 52 semanas.

O incômodo convive com o interesse por desconto. Na mesma pesquisa, 55,8% dos brasileiros usaram ofertas promocionais nos últimos seis meses e 37,9% usaram códigos de desconto online. As redes sociais lideram em lembrança (50,8%) e em conversão direta (30,3%), à frente da televisão, com 43,8% e 20,2%. Os dados foram publicados pelo Meio & Mensagem em 23 de outubro.

Por que os creators engajam mais que as marcas

Balança que pende para o lado de poucos creators mostrando produtos, contra muitas etiquetas de preço de marcas

A BR Media analisou 412.963 menções à data, em 105.745 perfis e seis redes sociais, entre 1º de novembro e 10 de dezembro de 2025. Entre as marcas, 86,5% concentraram a comunicação em promoções e ofertas. Além disso, 51,3% dos conteúdos de marca que citavam a Black Friday não diziam para que serve o produto nem por que comprar naquele momento. Entre os creators, o índice foi de 32,4%.

A diferença aparece no engajamento. Conteúdos de creators que testam, ensinam ou mostram o produto engajaram 3,8%. Os de produto e preço publicados por marcas engajaram 0,8%. Mostrar compras gerou 6,5 vezes mais engajamento que conteúdo de oferta. Andrea Cabral, diretora de data insights da BR Media, afirma que o consumidor busca ajuda para decidir em meio ao excesso de ofertas.

A leitura do Blog da Publicidade é que a diferença está na função do conteúdo. A marca anuncia que existe uma oferta. O creator mostra o uso e responde a uma dúvida. Quando 58,4% do público se sente bombardeado, quem ajuda a decidir recebe uma atenção que o anúncio de preço sozinho não consegue comprar.

Como Magalu, Amazon, Samsung e iFood estão respondendo

O Meio & Mensagem ouviu grandes marcas sobre como reagir à saturação da Black Friday 2026. A Magalu apostou em conteúdo contextualizado e personalização pelo WhatsApp, com campanha ao longo de novembro, foco em 11/11 e mais de R$ 60 milhões em cupons. A Amazon montou a campanha “Black dos Sonhos” com a apresentadora Tatá Werneck, marketing de influência e sorteios. A Samsung Brasil direcionou esforço aos canais próprios e a serviços como logística reversa, lives e parcelamento facilitado.

O iFood divulgou sua estratégia em 15 de outubro. Em 11/11, a empresa vai oferecer as mesmas condições de 27/11, com até 80% de desconto e ofertas relâmpago, dentro de uma política de datas duplas que inclui 10/10 e 12/12. A companhia projeta vendas 60% maiores que as do mesmo período do ano passado, uma estimativa da própria empresa.

O que o esquenta de novembro muda para o planejamento

Magalu e iFood tratam o 11/11 como um segundo pico da temporada. A BR Media mostra que, em 2025, as marcas publicaram menos no esquenta, com 7.493 posts por dia, do que na semana do evento, com 17.047 por dia. Levantamento da LWSA com a Opinion Box indica que 54% dos consumidores pretendem distribuir as compras ao longo de novembro, e só 20% planejam concentrar tudo na sexta-feira.

Em 2025, o e-commerce brasileiro movimentou R$ 33,6 bilhões entre 1º e 24 de novembro, alta de 35,5% sobre o mesmo período do ano anterior, segundo a Confi Neotrust com o E-Commerce Brasil. Concentrar a verba da Black Friday 2026 na semana de 27 de novembro coloca a marca no momento em que mais posts de marcas disputam a mesma tela.

Há ainda a mudança na pesquisa de preços. No Kipiai Planeja, encontro realizado em São Paulo em 2 de outubro, a empresa citou levantamento do Google com a Offerwise segundo o qual a intenção de usar IA para pesquisar preços e ofertas na Black Friday passou de 5% dos consumidores em 2024 para cerca de 15% em 2026. O tema se conecta ao que o Blog da Publicidade já publicou sobre [comércio agêntico no Brasil] [VERIFICAR URL interna] e sobre [GEO, a otimização para buscas com IA] [VERIFICAR URL interna].

O que observar depois de 27 de novembro

Preço segue no centro da decisão do consumidor, como mostram os 55,8% que usaram ofertas promocionais. A BR Media recomenda manter o preço na conversa e somar contexto, utilidade e prova social. Para as marcas que quiserem medir isso na Black Friday 2026, a pesquisa indica quatro sinais a monitorar desde setembro e outubro: desejo, dúvida, comparação e confiança.

Quando a Confi Neotrust divulgar o resultado da Black Friday 2026, o número poderá ser comparado aos R$ 10,19 bilhões de 2025. Esse dado mede o tamanho do mercado e não diz quem ganhou a atenção do consumidor. Para isso, a linha de base é a participação de marcas e creators nas interações, que a BR Media mediu em 2025: 18,6% contra 74,8%.

Perguntas Frequentes sobre a Black Friday 2026?

Quando é a Black Friday 2026?

Em 27 de novembro. O iFood, por exemplo, mantém promoções de 19 de outubro a 30 de novembro.

As compras da Black Friday se concentram só no dia 27?

Não. Levantamento da LWSA com a Opinion Box indica que 54% dos consumidores pretendem distribuir as compras ao longo de novembro e 20% planejam concentrar tudo na sexta-feira.

Por que creators engajam mais que marcas na Black Friday?

Na pesquisa da BR Media sobre 2025, 86,5% das marcas concentraram a comunicação em ofertas. Os conteúdos de creators que testam, ensinam ou mostram o produto engajaram 3,8%, contra 0,8% dos conteúdos de produto e preço das marcas.

Como a IA afeta a pesquisa de preços na Black Friday 2026?

Segundo o Google com a Offerwise, a intenção de usar IA para pesquisar preços e ofertas na data passou de 5% dos consumidores em 2024 para cerca de 15% em 2026.

Fontes consultadas

  • Meio & Mensagem, “Black Friday: público confia mais em creators que marcas”, 15/10/2026 (pesquisa BR Media e dados Confi Neotrust).
  • Meio & Mensagem, “Saturação de anúncios desafia marcas na Black Friday”, 23/10/2026 (YouGov Profiles+ Brazil; Magalu, Amazon, Samsung).
  • Diário de Pernambuco, “Para a Black Friday, iFood diversifica apostas e tira foco exclusivo de entrega de comidas”, 15/10/2026.
  • Estado de Minas, “Black Friday exige antecipação da estratégia digital”, 14/10/2026 (LWSA com Opinion Box; Confi Neotrust com E-Commerce Brasil). Conteúdo distribuído pela DINO.
  • Estado de Minas, “Kipiai Planeja prepara varejo para Black Friday 2026”, 28/10/2026 (Google com Offerwise). Conteúdo distribuído pela DINO.
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