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Converse Ku Klux Klan: anúncio é retirado após críticas
Converse Ku Klux Klan: marca retirou anúncio após usuários associarem imagens ao grupo racista e a linchamento.

O caso Converse Ku Klux Klan ganhou repercussão na semana passada. A marca de calçados, controlada pela Nike, retirou de suas redes sociais duas peças publicitárias depois que usuários apontaram semelhanças entre elementos das imagens e a iconografia do grupo racista, além de referências a linchamentos. A empresa publicou uma nota de desculpas na sexta-feira (18/9) reconhecendo o erro, conforme reportagem do site The Mary Sue.
O caso Converse Ku Klux Klan: o que aconteceu
A primeira campanha foi ao ar em 3 de setembro no Threads da marca, para divulgar o tênis Chuck 70 X. A peça trazia Karina, integrante do grupo de k-pop Aespa e nova embaixadora global da Converse, posicionada sob um holofote em formato de estrela (o logo da marca), segurando um par de tênis pretos. Para parte do público, a luz projetada sobre a saia branca da cantante formou um triângulo que lembrava o capuz usado por membros da Klan, enquanto o modo como ela segurava os calçados foi lido como uma referência aos pés de uma vítima de linchamento.

A repercussão negativa trouxe de volta outra peça da marca, publicada em 14 de setembro na conta da Converse México, para a coleção Jack Purcell PDM em parceria com a dinamarquesa Palmes: nela, uma pessoa em uma escada retira tênis pendurados em uma árvore.
O caso ganhou tração depois que a fotógrafa Stephanie Schwartz e a atriz Yvette Nicole Brown questionaram a composição das imagens nas redes. O deputado americano Troy Carter também se manifestou publicamente, e o advogado de direitos civis Lee Merritt criticou a resposta da marca. Diante da pressão, a Converse retirou as peças e declarou publicamente: “We’re sorry. We understand why this image is deeply upsetting.” Em nota, a marca também afirmou reconhecer o erro e prometeu revisar seus processos internos. A empresa não respondeu a perguntas da imprensa sobre como o processo interno de aprovação permitiu a veiculação das peças.
Não há, até o momento, indícios de que a associação com a Klan tenha sido intencional.
A lição por trás do fail
O episódio reforça um ponto recorrente em crises de imagem: composição, luz e enquadramento carregam significado independentemente da intenção criativa original. Uma peça pode passar por brainstorm, produção e aprovação sem que ninguém no processo identifique uma leitura sensível, especialmente quando as equipes envolvidas não refletem a diversidade do público que vai interpretar a imagem.
Para marcas globais, o aprendizado prático é testar campanhas com públicos diversos antes da publicação, não depois da repercussão. Uma vez que a peça já está no ar, a velocidade de resposta (aqui, entre a queixa e a retirada) passa a ser tão determinante para a reputação da marca quanto o erro original.
Perguntas frequentes
O que aconteceu com o anúncio da Converse?
A Converse retirou uma campanha com a cantora Karina, da Aespa, depois que usuários associaram a composição da imagem à Ku Klux Klan e a linchamentos.
A Converse admitiu intenção racista na peça?
Não. A marca reconheceu o erro na leitura da imagem, mas não há indícios de que a referência tenha sido proposital.
O que marcas podem aprender com esse fail?
Testar peças publicitárias com públicos diversos antes da publicação e ter um processo de revisão que capture leituras sensíveis da imagem.















