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Pepsi provoca Coca-Cola no Super Bowl e reacende a guerra das marcas

O anúncio da Pepsi no Super Bowl 2026 provoca a Coca-Cola e reacende a rivalidade entre marcas.

Anúncio da Pepsi no Super Bowl 2026 provocando a Coca-Cola

O anúncio da Pepsi no Super Bowl 2026 reacendeu uma das rivalidades mais clássicas da publicidade ao provocar diretamente a Coca-Cola, usando o icônico urso polar como elemento central da narrativa.

O comercial, exibido durante o Super Bowl LX, retoma o espírito do clássico Pepsi Challenge e aposta no humor para sustentar uma mensagem clara: quando o rótulo desaparece, o sabor fala mais alto.

O conceito do anúncio

A ideia central do filme gira em torno de um teste às cegas. O elemento provocativo surge quando um urso polar, símbolo historicamente associado à Coca-Cola, escolhe a Pepsi Zero Sugar sem saber qual marca está bebendo.

A narrativa trata essa escolha como um momento de ruptura simbólica. Ao eliminar a força da marca visível, o comercial coloca o produto no centro da decisão. É uma provocação direta, mas construída com ironia, leveza e timing cultural preciso.

Por que esse anúncio funciona tão bem

O impacto do filme não vem apenas da comparação explícita, mas de três fatores combinados:

  • Memória afetiva: o uso do urso polar ativa décadas de associação emocional com a Coca-Cola.
  • Histórico real: a Pepsi se apoja no legado do Pepsi Challenge, que sempre defendeu a superioridade no teste cego.
  • Produto estratégico: o foco em Pepsi Zero Sugar conversa com uma demanda atual, especialmente entre públicos mais jovens.

No contexto do Super Bowl, onde o público já espera ousadia, a provocação deixa de ser agressiva e vira entretenimento.

O anúncio da Pepsi no Super Bowl 2026 e a provocação à Coca-Cola

Pepsi e Coca-Cola protagonizam uma das disputas mais longevas da publicidade mundial. Ao longo das décadas, a Pepsi construiu seu posicionamento como a marca que desafia, questiona e tensiona o líder de mercado.

Esse anúncio reforça exatamente isso. Ele não tenta “derrubar” a Coca-Cola, mas se beneficia da comparação para reafirmar seu próprio território simbólico: juventude, irreverência e confronto direto.

Por que esse anúncio não poderia ser feito no Brasil

Apesar de criativamente eficaz, esse tipo de campanha não seria permitido no Brasil.

A publicidade brasileira é regida pelo CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), que estabelece regras claras sobre concorrência. Uma delas é a proibição de publicidade comparativa depreciativa, especialmente quando uma marca é citada ou representada de forma identificável para desqualificação.

Na prática, isso significa que:

  • Não é permitido comparar produtos apontando superioridade direta sobre um concorrente identificável.
  • O uso de símbolos claramente associados a outra marca pode ser interpretado como concorrência desleal.
  • Mesmo comparações “bem-humoradas” podem gerar sanções, retirada de campanha e multas.

Por isso, no Brasil, as marcas costumam optar por comparações indiretas, metáforas genéricas ou argumentos focados apenas nos próprios atributos, sem mencionar ou representar o concorrente.

O que nos Estados Unidos é visto como liberdade criativa e jogo competitivo, aqui entra no campo da infração ética publicitária.

O que fica como aprendizado

O anúncio da Pepsi no Super Bowl mostra como contexto cultural, legislação e maturidade do mercado influenciam diretamente as estratégias criativas.

Mais do que provocar a Coca-Cola, a Pepsi provoca uma reflexão interessante: até onde uma marca pode ir quando entende profundamente o palco, o público e as regras do jogo.

Nem toda ideia funciona em qualquer país. E entender isso também é estratégia.

FAQ: Perguntas Frequentes

Publicidade comparativa é permitida nos EUA?

Sim. Desde que não haja informações falsas ou enganosas, a comparação direta entre marcas é aceita e bastante comum.

Por que esse tipo de campanha é proibido no Brasil?

Porque o CONAR entende que comparações diretas podem caracterizar concorrência desleal e prejudicar o equilíbrio do mercado.

A estratégia funcionou para a Pepsi?

Sim. O anúncio gerou forte repercussão, engajamento orgânico e reforçou o posicionamento histórico da marca.

A Pepsi usou diretamente a imagem da Coca-Cola no anúncio?

Sim. O comercial utiliza o urso polar, personagem historicamente associado à Coca-Cola, além de elementos visuais que remetem claramente à identidade da marca rival.

Isso caracteriza uma provocação direta à Coca-Cola?

Sim. Ao empregar um símbolo tão reconhecível, a Pepsi faz uma comparação explícita, ainda que construída com humor e sem menção verbal ao nome da marca.

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