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5 Campanhas publicitárias que mudaram a forma de falar com mulheres
As campanhas publicitárias que mudaram a forma de falar com mulheres marcaram uma virada importante na comunicação das marcas. Durante décadas, o discurso publicitário reforçou estereótipos, papéis limitados e uma visão reduzida da mulher na sociedade.
Nos últimos anos, algumas campanhas romperam esse padrão. Elas passaram a tratar mulheres como protagonistas reais, com complexidade, diversidade e voz própria. Mais do que vender produtos, essas ações ajudaram a redefinir o tom da publicidade global.
Este artigo analisa campanhas que influenciaram o mercado, mudaram referências criativas e abriram espaço para uma comunicação mais responsável e conectada com a cultura.
Por que essas campanhas representam uma virada na publicidade
A publicidade sempre refletiu o seu tempo. Quando a sociedade passou a questionar padrões de gênero, as marcas foram pressionadas a evoluir.
Essas campanhas não surgem do nada. Elas são respostas a mudanças sociais, debates culturais e críticas acumuladas ao longo de anos.
O impacto delas vai além do buzz. Muitas redefiniram guidelines internos, inspiraram concorrentes e viraram estudo de caso em festivais, faculdades e planejamentos estratégicos.
1- Like a Girl – Always
O ponto de ruptura
Lançada em 2014, Like a Girl, da Always, mudou completamente o significado de uma expressão usada de forma pejorativa. A campanha mostrou como meninas mais novas ainda associavam “como uma garota” a força e confiança, enquanto adolescentes já carregavam o peso do estereótipo.
A virada foi simples e poderosa. Transformar um insulto cultural em um símbolo de orgulho.
Por que foi tão impactante
A campanha uniu emoção, dados e timing cultural. Não falava com mulheres de forma condescendente, mas convidava o público a refletir sobre linguagem e comportamento.
Virou referência imediata quando o assunto é propósito com relevância real.
2- Real Beauty – Dove
Muito além de uma campanha
Real Beauty não foi uma ação pontual. Foi uma plataforma construída ao longo de anos pela Dove, começando em 2004.
Ao colocar mulheres reais, de diferentes corpos, idades e etnias, a marca confrontou diretamente o padrão estético da indústria da beleza.
O impacto no mercado
A campanha mudou a conversa dentro e fora da publicidade. Forçou marcas concorrentes a repensarem casting, edição de imagem e discurso.
Também abriu espaço para críticas e debates, o que reforça sua relevância cultural.
3- This Girl Can – Sport England
Representação sem romantização
Diferente de campanhas que mostram atletas idealizadas, This Girl Can apresentou mulheres reais praticando esportes, suando, errando e persistindo.
A proposta era clara: incentivar atividade física sem medo de julgamento.
Um novo tom de empoderamento
A campanha foi elogiada por fugir da estética publicitária tradicional e adotar uma linguagem direta, honesta e próxima.
Ela ajudou a ampliar o acesso e a identificação de mulheres com o esporte, especialmente fora do universo profissional.
4- Fearless Girl – State Street Global Advisors
Um símbolo que virou debate global
A estátua da Fearless Girl, posicionada diante do touro de Wall Street, tornou-se um ícone imediato. A imagem representava a presença feminina em um espaço historicamente masculino.
Publicidade, ativismo e controvérsia
Apesar do impacto visual e simbólico, a campanha também gerou críticas sobre oportunismo e coerência corporativa.
Mesmo assim, entrou para a história como um dos exemplos mais discutidos sobre gênero, poder e marca.
5. Dream Crazier – Nike
Quando o estereótipo vira combustível
Lançada em 2019, Dream Crazier é uma das campanhas mais emblemáticas da Nike ao abordar a forma como mulheres são tratadas no esporte. Narrado por Serena Williams, o filme reúne imagens de atletas que, ao longo da carreira, foram rotuladas como “emocionais demais”, “exageradas” ou “loucas” por demonstrarem ambição e competitividade.
A campanha parte justamente desses rótulos para ressignificá-los. Em vez de suavizar o discurso, a Nike assume o confronto e transforma a crítica em afirmação de força.
Coerência com o posicionamento da marca
O impacto de Dream Crazier está diretamente ligado à consistência da Nike no esporte feminino. A campanha não surge como um gesto isolado, mas como parte de uma trajetória de investimento, visibilidade e apoio a atletas mulheres em diferentes modalidades.
Isso deu legitimidade à narrativa e reforçou a mensagem de que não se tratava apenas de discurso publicitário, mas de um posicionamento sustentado ao longo do tempo.
Tendência ou mudança definitiva?
É importante deixar claro: nem toda campanha com discurso de empoderamento é bem-sucedida. O público está mais atento, crítico e disposto a cobrar coerência.
A tendência aponta para uma publicidade mais consciente, mas o desafio é manter consistência ao longo do tempo, não apenas em campanhas pontuais.
FAQ: Perguntas Frequentes
O que são campanhas publicitárias que mudaram a forma de falar com mulheres?
São campanhas que romperam com estereótipos, abordaram mulheres de forma mais realista e influenciaram o tom, a narrativa e os valores da publicidade ao longo do tempo.
Por que essas campanhas são consideradas importantes para o mercado publicitário?
Porque ajudaram a redefinir a representação feminina na comunicação, impactando não só a imagem das marcas, mas também discussões sociais sobre gênero, identidade e respeito.
Essas campanhas tiveram impacto além da publicidade?
Sim. Muitas ultrapassaram o universo do marketing e entraram no debate cultural, influenciando mídia, comportamento do consumidor e posicionamentos institucionais de marcas.
Campanhas voltadas para mulheres ainda enfrentam críticas?
Sim. Mesmo com avanços, campanhas desse tipo ainda são analisadas com atenção, especialmente quando o discurso não se sustenta na prática ou soa oportunista.
O que profissionais de marketing podem aprender com esses cases?
Que falar com mulheres exige escuta, contexto e responsabilidade. Narrativas mais honestas tendem a gerar identificação, relevância cultural e impacto de longo prazo.
